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quinta-feira, 22 de maio de 2008

Ciberjornalismo

O que é?

Com o desenvolvimento da Internet e do seu uso por parte dos jornais, surgiu um novo tipo de jornalismo, designado por ciberjornalismo, jornalismo online ou webjornalismo. Por ciberjornalismo pode entender-se a produção de textos jornalísticos "na rede e para a rede", ou seja, os conteúdos são produzidos para serem publicados na Web. Bastos (ver links abaixo) diz que o ciberjornalismo " (...) pode ser funcionalmente diferenciado de outros géneros de jornalismo pela sua componente tecnológica enquanto factor determinante em termos de uma definição operacional (...)". Isto significa que no ciberjornalismo é muito importante a utilização das ferramentas e características da Internet.

Que características da Internet são usadas no ciberjornalismo?

As três principais características usadas são multimédia, interactividade e hipertexto. Na Internet o ciberjornalista não enfrenta os constrangimentos existentes nos media tradicionais: tem ao seu dispôr vários meios (texto, imagem, som, vídeo... - multimedialidade) e pode utilizar aqueles que mais se adequam ao conteúdo que quer transmitir; Bastos (ver links abaixo) ressalva que " (...) a forma não deve determinar o conteúdo, mas sim o contrário (...)". Desta forma, há uma convergência (de meios) de forma a que o contéudo seja transmitido de uma forma mais cuidada e completa.

A Internet permite uma grande interactividade, característica também muito importante no ciberjornalismo. Vista por muitos como uma plataforma, a Web estabelece uma comunicação bi-direccional, com uma maior envolvência do utilizador. O público pode interagir com os conteúdos publicados pelo ciberjornalista; este pode permitir que o público responda, comente ou personalize, até, as notícias ou conteúdos publicados.

Por outro lado, a hipertextualidade é fundamental. Com a profusão de conteúdos presentes na Internet, é de extrema utilidade a organização e agregação de conteúdos. Através de hiperligações, o ciberjornalista pode relacionar os conteúdos publicados com outros, com arquivos, ou outros meios. O público tem, assim, à sua disposição várias opções e complementos/alternativas ao conteúdo apresentado.

Há ainda outras características relevantes, como a instantaneidade, a atractividade, a distribuição fácil e a produção mais barata (Granado, ver links abaixo). A conjugação destas características trouxe novas realidades, como actualizações noticiosas contínuas, divulgação da informação a nível mundial ou a personalização dos conteúdos, já referida.

O ciberjornalista...

Como foi acima explanado, o ciberjornalista deve aproveitar as características da Internet na produção de conteúdos. Para além dos princípios do jornalismo tradicional, o ciberjornalista tem de decidir, de entre as potencialidades oferecidas pela Internet, aquela(s) que melhor se adapta(m) ao conteúdo que quer transmitir. Tem ainda a importante função de, no meio de toda a informação disponível na Web, relacionar conteúdos e guiar o público. Obviamente que para poder desempenhar a sua função, o ciberjornalista tem de dominar as várias tecnologias e ferramentas, de forma a tirar o maior partido das potencialidades da Internet. É necessário, assim, que haja formação e investimento nesta área, bem como meios técnicos e humanos, para a afimação dos media noticiosos na Web.

Links de interesse sobre o tema

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Jornalismo Assistido por Computador

O que é?

Jornalismo Assistido por Computador (JAC) é a expressão utilizada para definir as transformações e inovações que o computador proporcionou ao jornalismo. Em inglês, esta noção apelida-se de "Computer Assisted Journalism", derivando do conceito de "Computer Assisted Design" (que se reporta à revolução sofrida pelo desenho industrial com a utilização de programas informáticos). Com a utilização do computador pelos jornalistas, um novo mundo de ferramentas e oportunidades ficaram disponíveis.

Como diz António Fidalgo, a noção de JAC identifica-se com a de CAR ("Computer Assisted Reporting", reportagem assistida por computador) no que diz respeitoà utilização dos computadores. Contudo, enquanto o CAR apenas vê o computador como ferramenta de trabalho do jornalista, o JAC " (...) comporta também a forma de difusão das notícias, não já em papel, mas em digital on-line. (...) ".

Que inovações e alterações trouxe o JAC?

Com a utilização do computador, o jornalista passou a ter ao seu dispôr uma série de ferramentas que vieram, sem dúvida, transformar a área. Começando pelas coisas mais simples de utilizar nos computadores, os processadores de texto: estes, ao contrário das máquinas de escrever, permitem emendar o texto, reescrevê-lo, guardar os textos que podem ser posteriormente citados, recuperados, copiados... Como destaca António Fidalgo (ver links abaixo indicados), " (...) ao entregar o texto em forma digital, o jornalista obvia o perigo de gralhas introduzidas por tipógrafos ou compositores (...)".

Há ainda muitos outros programas e aplicações que podem ser de extrema utilidade ao jornalista - bases de dados, folhas de cálculo, programas de agenda ou estatística -, ajudando-o numa gestão mais organizada da informação, facilitando consultas de dados ou comparações.

Outra potencialidade dos computadores - e talvez a mais importante no que diz respeito ao JAC - é a Internet. Como diz Hélder Bastos, citado por António Granado (ver links abaixo indicados), , " (...) podemos situar a Internet como uma componente essencial do jornalismo assistido por computador, o qual engloba (...) a pesquisa online". De facto, com a Internet, o jornalista passou a ter acesso a um volume incalculável de informação. Fazendo uso da Internet, o jornalista pode consultar informação de várias partes do mundo, receber notícias directamente das agências de notícias, participar em grupos de discussão, subscrever newsletters, contactar fontes diversas e longínquas, aceder a bases de dados ou documentos que estejam online - enfim, tem ao seu dispôr um "veículo" que o leva até à informação, onde quer que ela esteja.

Como salienta António Fidalgo (ver links abaixo indicados), " (...) buscar informação na Internet é algo trivial que um computador possibilita, trivialidade que, no entanto, altera radicalmente, a forma de investigar, tratar e redigir as notícias próprias. (...)".

O JAC é, portanto, uma revolução na maneira de fazer jornalismo, na medida em que o jornalista tem ao seu dispôr vários instrumentos e ferramentas que lhe permitem transmitir informação mais completa, cuidada e rigorosa. Obviamente que o JAC também tem algumas condicionantes, como as necessidades de o jornalista dominar as tecnologias e a de ter de ter cuidado com as fontes que utiliza, uma prática já anterior ao JAC, mas que se mantém (e talvez até aumenta) devido à proliferação de informação na Internet.

Lista de links de interesse sobre o assunto